»Há também menos sábios no sentido em que os analfabetos de outrora, os camponeses iletrados eram pessoas cultas. Porque tinham o sentir, os valores, a humanidade da cultura. Diz-me imensamente mais um sujeito iletrado «com alma» do que um yuppie sem alma.
»E o livro dessacralizou-se. No meu tempo, não havia livro à venda no meio de melões e pastas dentífricas. Quando alguém emprestava um livro e vinha rasgada uma página, era um ultraje. Mesmo nas livrarias, as pessoas pegavam em livros como em objectos de porcelana. Não me lembro de ver alguém deixar cair um livro no chão.
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