Com a sua pele de poço, pele comprometida com o medo que no fundo fede e a que, digamos, toda ela adere de uma forma resoluta, dir-se-ia que se engancha, se pendura, o branco da memória a alastrar pelo corpo, um branco tão branco como o das noites em branco e sobre o qual a idade, exorbitada, hiante, se insinua, pensos, ligaduras, impregnados de memória, uma memória onde fulgura a lava dos sentidos que entram em actividade e lhe disputam os dias idos, assim ergue a balança, onde sustém o abismo. Luís Miguel Nava |
terça-feira, agosto 16, 2011
O Abismo
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1 comentário:
Nava foi meu professor na faculdade de letras. recordo uma pessoa profundamente amarga, ácida nas respostas, com um lado negro muito pronunciado. este texto levou-me até ao tempo da faculdade povoado por Mário Dionísio, Alzira Seixo, Támen...
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