domingo, julho 31, 2011

Kant não saiu da sua cidade. As irmãs Brönte mal saíram da clausura, quer da casa, quer da timidez. Kafka via os outros como estranhos, não convivendo e vivendo ensimesmado.

Se é verdade que é preciso viver para escrever, também é verdade que a densidade, a acutilância do globo ocular da alma é muito mais profunda em certos espíritos.

11 comentários:

isabel disse...

não é preciso viver para escrever, como não é preciso viver para saber. há espíritos que intuem, perscrutam o insondável e sabem.

speauneum disse...

muitas vezes, é preciso escrever para viver. benditas penas, folhas majestosas e pensamentos desgovernados dançam, e a humanidade cresce

isabel disse...

lindo!

speauneum disse...

obrigado :)

Anónimo disse...

muito lindo, de facto

speauneum disse...

obrigado :)

Anónimo disse...

... aqui trocam-se galhardetes!! Enjoativo mais do que q.b. ....

Marijuana

speauneum disse...

falando em galhardetes, tenho que admitir que, pontualmente, também gosto muito de ti, Marijuana

não sejas ciumenta

Anónimo disse...

... não sou ciumenta meu caro, chego para todos, desde que bem dividida, e vais ver que esse pontualmente vai passar a mais assiduadamente!

Marijuana

Anónimo disse...

*assiduamente

Marijuana

Anónimo disse...

Kant, as irmãs Bronte e Kafka, tinham um estilo muito específico de escrita, talvez por essa clausura e anti-sociabilidade "voluntária" que provavelmente até foram determinantes no estilo de cada um! È importante vivenciar muito, para poder ter muitos "mundos" para pintar a escrita, para a diversificar, universalizar, porque essa densidade, essa acutilância do globo ocular da alma é muito mais profunda em certos espíritos, mas devem ser tão poucos, tão exclusivos, que em 1000 devem aparecer 2 bons escritores com esse especial talento!!!!
Resumindo viver para escrever é uma vantagem acrescida para um escritor!!

g.