quinta-feira, maio 26, 2011

O Suplente

A pergunta do livro de Rui Zink sempre ecoou na minha cabeça.

Seremos todos suplentes na vida uns dos outros?

O trabalho que a maior parte das pessoas faz é o trabalho que mais gostaria de fazer ou o primeiro ou segundo ou terceiro «suplente» que teve de escolher entre a realidade?

Quantas pessoas lutam por amar aquilo que têm ao invés de lutar pelo que amam?

Li, certa vez, que grande parte do nosso círculo de amigos é determinado pelo factor geográfico.

Quantas pessoas com quem nos damos não são suplentes de outras melhores que não se cruzaram na nossa vida?

Há uma ideia, uma teoria que permite contrariar isto - achar que o Grande Arquitecto e Arquitecta faz-nos sempre encontrar as pessoas que temos de encontrar, as oportunidades que temos de agarrar; que nada acontece por Acaso e que tudo o que nos espera nos encontrará num dia. Talvez até quando menos esperarmos.

1 comentário:

isabel disse...

Acho melhor acreditar na teoria de que não há coincidências e de que o universo nos trará sempre aquilo de que precisamos e que é melhor para nós, sob pena de enlouquecermos a pensar nas inúmeras possibilidades e alternativas que seriam melhores do que a realidade. Quantas vezes pensei nisso e sofri com esses pensamentos... quantas pessoas me poderiam dar mais, quantas respostas poderia encontrar, quantas paixões poderia viver, quantos amantes poderia abraçar...
Esquece lá isso...