sexta-feira, abril 22, 2011

O Sangue

Diz-me quem não ama
Aquilo que não volta mais
Tu nunca poderás esquecer como nos costumávamos sentir
A ilusão é profunda
É tão profunda quanto a noite
Posso dizê-lo pelas tuas lágrimas: tu lembras-te de tudo

Estou paralisado pelo Sangue de Cristo
Ainda que me enevoe os olhos
Eu nunca consigo parar

A sensação de secura
Atravessando nu o sol
Toda a miragem que vejo é uma miragem de ti

Enquanto me refresco no crepúsculo
Saboreia o sal na minha pele
Evoco todas as lágrimas
Todas as palavras destroçadas

Estou paralisado pelo Sangue de Cristo
Ainda que me enevoe os olhos
Eu nunca consigo parar

Quando o fulgor do pôr-do-sol deslizar para longe de ti
Tu não saberás mais se algo do que ficou é real

Robert Smith

2 comentários:

Anónimo disse...

... Magnífico!
g.

Anónimo disse...

Não é das que mais goste, mas a letra tem o seu mérito. Gostei da tradução, btw. :)

V.