terça-feira, abril 12, 2011

Infelizmente, há um homem que desempenha um peça-chave nas próximas eleições. Passos Coelho não tem a vitória garantia - esse é o primeiro ponto. Mas mesmo que ganhe - e pode perfeitamente ganhar - o seu governo será minoritário e terá de se sujeitar aos ditames do FMI (que, de resto, correspondem ao seu programa). O problema é um: um governo minoritário como o que se adivinha - seja do PS ou PSD -, num país a atravessar uma crise como não tinha desde o princípio do século, é um governo que precisa de aliados como de um balão de oxigénio. Passos precisa de Portas - esse ser perigosamente inconfiável.

Passo não quer pedir o apoio a Portas. Quer ser orgulhoso. Mas precisa desesperadamente dele. Preferencialmente (para ele, não para mim) numa coligão pré-eleitoral.

Portas é tragicamente uma peça-chave na cena política actual.

Com o triângulo de ódio (quem duvida, que leia as declarações dos últimos anos...) em que Sócrates detesta Passos e Cavaco, Cavaco detesta Sócrates e Passos, e Passos detesta Sócrates e Cavaco; Passos precisa de Portas. E Passos quer desesperadamente ganhar e, além disso, governar com estabilidade.

1 comentário:

isabel disse...

Estou em crise política. Com este triângulo amoroso, vota-se em quem? Cada um menos confiável do que o outro. Tenho pena que a ficção não chegue a realidade e que continue a haver quem, movido de uma inexplicável credulidade, continue a depositar o boletim de voto na urna.