quarta-feira, abril 27, 2011

A esperança é aquela coisa com penas
Que se empoleira na alma,
E canta uma melodia sem palavras,
E nunca cessa realmente,

E o mais doce dos vendavais
ouvido;
E amarga deve ser a tempestade
Que poderia envergonhar o passarinho
Que tantos mantivera quentes.

Ouvi-o na terra mais gelada
E no mar mais longínquo;
No entanto, nunca, nem no pior dos momentos
Me pediu sequer uma migalha


Emily Dickinson traduzido por MG

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