sexta-feira, abril 15, 2011

Ele é um filho de puta. Come - sim, é o verbo certo e deita fora. Não lê livros, tem poucos dias de trabalho honesto, pinta de porco, um léxico reduzido, uma terrível violência verbal (e quiçá física) mas um desprendimento-para-algumas-terrivelmente-magnético. Ela sabe disso tudo. As amigas massacram-na diariamente. Mas: penso como as outras: comigo-poderá-ser-diferente. Há qualquer de messiânico no seu amor.

O amor dela é como a atracção dos montanhistas pelo Abismo.

3 comentários:

G. Varino disse...

As mulheres pensam que podem salvar os homens; quanto mais miserável e desgraçado, mais apaixonadas ficam - crendice literária numas, defeito de educação noutras. Ninguém muda ninguém. O amor, a paixão não podem subsistir nem na piedade nem na ideia de que assim se fará a diferença. Nós salvamo-nos, ou melhor, erramos menos,por mão própria, através e não pelos outros.Quer-se que a outra parte evolua, não por nós, mas em seu benefício, precisamente porque lhe queremos bem ou simplesmente porque a queremos. Como já dizia o grande filósofo Marco Paulo: «Ninguém, ninguém vai poder mudar o mundo.» (Mas não foi p'ra isto que me levantei a meio da noite...)

Anónimo disse...

... então vá lá fazer o seu pipizinho, vá!!
... ou comer aquele bolo de chocolate que não lhe sai da cabeça !! que o programa segue dentro de momentos ...
g.

G. Varino disse...

Este blogue deveria ter um provedor...