quarta-feira, março 09, 2011



Sempre que estou triste, contemplar esta flor alegra-me, devolve-me a gratidão, o amor por todos os seres sencientes.

4 comentários:

Anónimo disse...

... viva o girasol!!!
G.

Anónimo disse...

g. de girassol?

Anónimo disse...

Que nunca te faltem girassóis, amigo! Tristezas só temporárias, me de preferência longe!

V.

Anónimo disse...

Não estejas triste.
Ofereco-te este poema do António Lobo Antunes
que ouvi ontem e achei uma gracinha

A GRIPE E OS HOMENS ...

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisanas e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.