sexta-feira, março 18, 2011

- Quando era mais novo, ouvi uma conversa com o ouvido encostado ao balneário das raparigas. Estava no 6.º ano e isso marcou-me. A Cátia e a Bárbara falavam de mim. «Ele é muita giro.» «Eu vi-o hoje a olhar para mim numa aula. Fiquei tão corada!» Nunca imaginei que a Cátia ou a Bárbara alguma vez tivessem reparado em mim. Desde então, acho que uma parte de mim acredita sempre que as mulheres, por mais difíceis, por menos que me liguem, algures num balneário, confessarão, entre risinhos, que me adoram. Foi a primeira e última vez que escutei alguém em privado a falar - e falavam de mim como um ser amorável. Isso é uma secreta esperança que tenho contra todos os sinais em contrário - que o desprezo delas perante de mim seja sempre fingido.

3 comentários:

Anónimo disse...

Para ti

The Gift
http://www.youtube.com/watch?v=kXhBnQfzhAg&feature=player_embedded#at=268

Anónimo disse...

Goste! Beijos

Anónimo disse...

Pois fingido e, amote burrito!!