sábado, março 05, 2011

Nunca entend[ere]i como há pessoas que vão a determinados sítios para verem-e-serem-vistos.

Infelizmente, este ver-e-ser-visto está instalado no meio da cultura. Ontem, fui a um lançamento de livro e parecia que estava numa festa da Caras.

Estavam lá os «notáveis» da cultura. Afastei-me e observei.

Os convivas sussurravam:

«Tens de ir falar com o Francisco Viegas. Parece que ele tem aí uma vaga nova.»

«Não me apetecia nada sair de casa com este frio, mas a Rita disse-me que iam cá estar os tubarões todos.»

«O da Teorema é preciso insistir, é preciso ir lá e insistir, insistir. Faz-se difícil. Ele foi despedido, mas temos de fingir que sabemos que foi ele quem se despediu.»

«Shiu... não digas mal dele... olha que te ouvem e estás queimado no meio.»

Um mostruário de futilidade, de oportunismo, de interesseirismo. Um nojo. Vomito estes novos senhores que entraram no sector do livro, sem qualquer amor pelo livro e com cifrões nos olhos.

Um das coisas de que mais me orgulho: nunca chupei a pila a ninguém.

4 comentários:

Anónimo disse...

... a "fina flor do entulho", o "jet 8"; a "feira das vaidades"; o "ataca o croquete" ... e mais rótulos haveria para por, mas é nojo dos lobies que fazem parte de todos os nossos "mundos", mas que proliferam em grandes escala no "mundo artístico", entenda-se por mundo artístico tudo o que está liga de uma forma mais ou menos geral à cultura! É a "prostituição" legalizada e consentida!!!!
G.

speauneum disse...

ficaste pela punheta?

Anónimo disse...

desculpa là Angel, mas este último comentàrio é fantàstico!! LOL :-)))

mantenho o que te disse hà dias: deixa-te de merdas e lamúrias, aceita que os mediocres precisam de outras armas para além do talento, que o mundo também não é perfeito, e ganha o Prémio Pessoa 2025.

abnoxious

Sr Joao disse...

ò meu, se quiseres atacar-me e logo em público, explica o porquê. E O REAL PORQUÊ QUE REQUER CORAGEM. aquela do «embrulha» é de marinheiros do cais do sodré.