Tinha 14 anos.
O meu professor de Português do nono ano (com quem ainda hoje falo) discutiu comigo sobre um verso de Camões.
«o rei temido e amado»
Ele:
- Angel, qual é a figura de estilo?
- Não vejo nenhuma.
- É o paradoxo. O que é temido não pode ser amado?
- Isso é uma apreciação subjectiva, stôr.
- Angel, como é que alguém pode ser temido e amado ao mesmo tempo?
Hoje, 16 anos volvidos, ainda estou mais convicto do que na altura: o stôr não tinha razão.
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