sábado, fevereiro 05, 2011

Por vezes, quando queremos muito lembrar-nos de um nome de um actor ou de um nome de alguém, só quando libertamos o cérebro do peso do esforço é que o nome nos vem à tona.

- Mas como é que se chama? Caramba, tenho o nome debaixo da língua.

- Não penses nisso.

E quinze minutos depois de ser deixar de pensar no assunto, o nome surge.


Para um escritor, uma determinada ligação da trama surge quando ele deixa de pensar nela. (Neste aspecto, o sono é muito importante porque é nele que o inconsciente labora.)

Também com a apreciação das pessoas o cérebro vai actuando sem que pensemos conscientemente nelas.

Por isso, um dia acordamos apaixonados.

Por um isso, um dia acordamos atraídos por alguém.

Por isso, um dia, depois de tomar banho, a minha amiga me disse:

- O Francisco foi pelo ralo. Estava a ver a água a deslizar pelo ralo e estranhamente via a minha paixão esvair-se totalmente.

Por isso, um dia acordamos bem-dispostos sem saber porquê.

Por isso, um dia acordamos maldispostos sem saber porquê.

Por isso, uma dia dizemos - sem uma reflexão profunda - de alguém que tem carácter ou que não tem carácter. (É o cérebro a tecer o seu fio de raciocínio em silêncio.)

3 comentários:

Anónimo disse...

Esperemos que tenhas razão. E que um dia acordes e descubras que me amas. É que eu já descobri que te amo...

Admiradora Pouco Secreta

Anónimo disse...

ahahahahahahhahaha Angel, andas a portar-te mal...

Anónimo disse...

em casa, doente, como me posso portal mal?