Lembra-te: não existem pessoas ultra-cofiantes. Não há pessoas sem calcanhares de Aquiles.
Lembra-te: não és a única pessoa a sentir os teus medos. Milhões os tem, mas não os admitem. Ao menos tu, tens a coragem de admitir as tuas fraquezas.
Lembra-te: comigo, podes sentir-te perfeitamente à vontade.
Lembra-te: todos temos medo da solidão, da morte.
Lembra-te: todos precisamos de ser amados.
Lembra-te: os medos que tu tens não são medos em sim, são deslocações afectivas. Lê Freud.
Lembra-te: o histórico das tuas inseguranças revela que os teus receios não se concretizam 99% das vezes. Logo, a conclusão imparcial é: tu distorces pela negativa.
Lembra-te: és uma privilegiada. Tens realmente pessoas fantásticas à tua volta e que muito te amam.
Lembra-te: não há ninguém que não goste de ti.
Lembra-te: a multidão não existe. Só existe uma pessoa. A multidão é uma abstracção conceptual.
Lembra-te: somos todos mais parecidos do que imaginamos.
Lembra-te: a nossa verdade interior é sempre intransmissível. Vivemos todos numa bolha.
Lembra-te: não há estranhos e conhecidos. Os estranhos para ti hoje podem ser os conhecidos de amanhã. E os estranhos de uns são os conhecidos de outros.
Lembra-te: o que para uns é fácil, para outros é difícil e o que para esses outros é fácil, para os outros é difícil.
Se conhecesses todas as pessoas do mundo, compreenderias todos os pontos de vista e nada te seria estranho. O estranho é apenas o que é anterior à fase de compreensão.
Lembra-te ainda: procuramos todos o mesmo. Vivemos todos no mesmo barco, procurando o amor, e com a morte certa no horizonte, sem um porquê da viagem a iluminar-nos o caminho.
terça-feira, fevereiro 08, 2011
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4 comentários:
lembrar-me-ei, obrigado...
mas, pronto, quer dizer, não sei se concordo com tudo...
"Lembra-te: somos todos mais parecidos do que imaginamos."
não me mistures com a populaça, foda-se
(e senti-me "perfeitamente à vontade" para o dizer...)
"Lembra-te ainda: procuramos todos o mesmo. Vivemos todos no mesmo barco, procurando o amor, e com a morte certa no horizonte, sem um porquê da viagem a iluminar-nos o caminho."
Deveria ser: Lembra-te ainda: procuramos todos o mesmo. Vivemos todos no mesmo barco, procurando o amor e dar Amor.
Dar amor pode ser a resposta à pergunta enunciada, a meu ver..
Muito bom Sr. João. Os textos são seus?
Atentamente,
serrasantos
claro, lanchinho. daí não estarem assinados ;)
Cavaleiro Andante - Rui Veloso
Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras
Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe
Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou
Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua
Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz
Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau
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