terça-feira, fevereiro 08, 2011

Para ti

Lembra-te: não existem pessoas ultra-cofiantes. Não há pessoas sem calcanhares de Aquiles.

Lembra-te: não és a única pessoa a sentir os teus medos. Milhões os tem, mas não os admitem. Ao menos tu, tens a coragem de admitir as tuas fraquezas.

Lembra-te: comigo, podes sentir-te perfeitamente à vontade.

Lembra-te: todos temos medo da solidão, da morte.

Lembra-te: todos precisamos de ser amados.

Lembra-te: os medos que tu tens não são medos em sim, são deslocações afectivas. Lê Freud.

Lembra-te: o histórico das tuas inseguranças revela que os teus receios não se concretizam 99% das vezes. Logo, a conclusão imparcial é: tu distorces pela negativa.

Lembra-te: és uma privilegiada. Tens realmente pessoas fantásticas à tua volta e que muito te amam.

Lembra-te: não há ninguém que não goste de ti.

Lembra-te: a multidão não existe. Só existe uma pessoa. A multidão é uma abstracção conceptual.

Lembra-te: somos todos mais parecidos do que imaginamos.

Lembra-te: a nossa verdade interior é sempre intransmissível. Vivemos todos numa bolha.

Lembra-te: não há estranhos e conhecidos. Os estranhos para ti hoje podem ser os conhecidos de amanhã. E os estranhos de uns são os conhecidos de outros.

Lembra-te: o que para uns é fácil, para outros é difícil e o que para esses outros é fácil, para os outros é difícil.

Se conhecesses todas as pessoas do mundo, compreenderias todos os pontos de vista e nada te seria estranho. O estranho é apenas o que é anterior à fase de compreensão.

Lembra-te ainda: procuramos todos o mesmo. Vivemos todos no mesmo barco, procurando o amor, e com a morte certa no horizonte, sem um porquê da viagem a iluminar-nos o caminho.

4 comentários:

Anónimo disse...

lembrar-me-ei, obrigado...

mas, pronto, quer dizer, não sei se concordo com tudo...

"Lembra-te: somos todos mais parecidos do que imaginamos."

não me mistures com a populaça, foda-se

(e senti-me "perfeitamente à vontade" para o dizer...)

Anónimo disse...

"Lembra-te ainda: procuramos todos o mesmo. Vivemos todos no mesmo barco, procurando o amor, e com a morte certa no horizonte, sem um porquê da viagem a iluminar-nos o caminho."

Deveria ser: Lembra-te ainda: procuramos todos o mesmo. Vivemos todos no mesmo barco, procurando o amor e dar Amor.

Dar amor pode ser a resposta à pergunta enunciada, a meu ver..

Muito bom Sr. João. Os textos são seus?
Atentamente,
serrasantos

Anónimo disse...

claro, lanchinho. daí não estarem assinados ;)

Anónimo disse...

Cavaleiro Andante - Rui Veloso
Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras

Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe

Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou

Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua

Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz

Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau