1. Quando tinha 15 anos, Stieg Larsson assistiu à violação de uma mulher por um grupo de homens. Impotente, nada pode fazer. O sentimento de culpa acompanhá-lo-ia pela vida fora, apenas conseguindo contar à mulher a experiência. Viria a expiar essa culpa, escrevendo livros - com detalhes vívidos do sadismo masculino - sobre os homens que odeiam, maltratam e violentam as mulheres.
2. Certa vez, um amigo meu disse-me sobre uma amiga sua que tinha acabado de apresentar:
- Para um homem conquistar a Maria, tem de ser a antítese do macho latino.
Guardei a frase na cabeça, sem perceber o fundamento. Anos mais tarde, tomando café com a Maria, ouvi:
- Quando tinha 18 anos, namorava com um jogador de rugby. A primeira vez que tive relações com ele marcou-me para a vida inteira. Quando saí de casa, estava uma turma inteira de rugby a bater palmas, a rir-se e a chamar-me vaca. Foi o pior momento da minha vida. Ele tinha deixado a janela aberta e todos tinham estado a assistir à perda da minha virgindade.
3. Um conhecido meu irritava-me por ter um tratamento tão diferenciado ante homens e mulheres.
Eu ia-lhe dizendo:
- Tu com as mulheres és outra pessoa.
Ele nada dizia.
E eu a dar-lhe:
- Mas porque é que tu só tens amizades femininas?
E ele nada.
Um dia, teve uma discussão violenta com um homem.
- Ouve lá, tu às mulheres permites tudo e com os homens és ultra-agressivo.
Ele olhou para baixo e com lágrimas na voz disse:
- Eu vi o meu pai a bater à minha mãe durante anos. Ela teve de fazer três abortos.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
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2 comentários:
Arrepiante...
São conhecidos reais?
são. nada de ficção.
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