sábado, fevereiro 26, 2011

Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade. Pecado meu, alma minha. Lo-li-ta: a ponta da língua empreende uma viagem pelo céu-da-boca e apoia-se, na terceira sílaba, na borda dos dentes. Lo.Li.Ta.
Era Lo, simplesmente, de manhã, um metro e quarenta e oito de estatura com os pés descalços. Era Lola quando vestia calças. Era Dolly na escola. Era Dolores quando assinava. Nos meus braços, porém, era sempre Lolita.

Lolita, Vladimir Nabokov

3 comentários:

Anónimo disse...

brutal!...

abnoxious

Anónimo disse...

das melhores entradas da literatura

Anónimo disse...

uouita