segunda-feira, janeiro 31, 2011

Memória eidética
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Memória eidética, ou fotográfica [1], é a capacidade de se lembrar de coisas ouvidas e vistas, com um nível de detalhe quase perfeito. É um tipo de quase-memória sensorial, cujo tempo de permanência é de cerca de 20 milissegundos. Precede a memória de curto prazo.

Em filosofia, se refere à essência do conhecimento intuitivo eidética (eides, em grego). As diferentes possibilidades de conhecimento do fenômeno (aparência) e o númeno (coisa em si) é uma discussão que vem, pelo menos, de Immanuel Kant. Podemos acrescentar que a distinção entre o conhecimento da coisa em si e o conhecimento de nossa percepção das coisas é a questão fundamental da alegoria "da Caverna" de Platão, filósofo grego clássico. Para resolver a actual fenomenologia de Husserl, o conceito eidético é central.

Na psicologia, as pessoas com hipertrofia da memória eidética podem se lembrar de algo que você não viu ou ouviu, mesmo que tenham recebido apenas uma vez e de maneira fugaz. Em geral, as memórias são menos claras e de percepções menos detalhadas, mas às vezes a imagem memorizada está completa em cada detalhe. Este fenômeno ocorre freqüentemente em crianças, que às vezes são capazes de reconstruir uma imagem tão completamente, que podem começar a soletrar uma página inteira escrita em um idioma desconhecido, ainda que mal a tenham visto por um tempo. Aqueles que tem memória eidética são capazes de retroceder aos dados de sua percepção visual através da memória eidética e projetá-los em uma tela de lona.

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