sexta-feira, dezembro 17, 2010

Conversas de telemóvel interceptadas no autocarro (tornadas mais eruditas na escrita)

Sei que não posso dirigir toda a minha sensibilidade para ti, mas eu sou multívago, sossega.

Sei que para ti a carga masculina de um homem é importante, mas eu transcendo o género.

Sei que nunca sentes ciúmes, mas eu não tenho amarras.

Sei que não suportas perseguidores, mas eu estou habituado a que a montanha se mova na minha direcção.

Sei que não gostas de combinar coisas calendarizadas, mas eu nunca te lanço convites com datas.

Sei que gostas de falar e que eu gosto de falar, mas eu não te imponho nada.

Sei que és livre, mas eu não te cobro nada.

Sei que divergimos na Ética, mas só uma vez te chamei à atenção.

Sei que és muito fixe, mas nem as palavras nem os olhares te o dizem.

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