Cheguei ao conhecimento da personalidade mitológica Tirésias através da poesia de T. S. Elliot. Da mitologia greco-romana, juntamente com o Suplício de Tântal e a Sentença de Páris, a história e a figura de Tirésias são das que me mais me fascinam.
Duas coisas me fazem pensar muitas vezes em Tirésias. Tirésias foi castigado com a cegueira, mas em troca recebeu o dom de ver o futuro. Tirésias foi o único deus que experimentou os dois sexos - que conheceu o que era ser homem e mulher.
Quando Tirésias ia orar sobre o monte Citeron, deparou-se com um casal de cobras venenosas copulando que o atacar. Tirésias matou a fêmea e imediatamente se transformou em mulher (durante sete anos).
Numa discussão entre Zeus e Hera sobre quem tinha maior prazer sexual, Tirésias foi o único convidado a dar um parecer. Era o homem, sustentava Hera. Era a mulher, sustentava Zeus.
A resposta de Tirésias:
«Se dividirmos o prazer sexual em dez partes, a mulher fica com nove e o homem com uma.»
Hera, furiosa, cegou Tirésias. Zeus, para o compensar, dotou-o da capacidade da previsão e de sobreviver a sete gerações humanas.
Tirésias foi útil enquanto conselheiro da guerra devido às suas capacidades analítico-proféticas.
Arrastou-se pelo mundo durante sete, oito ou nove (consoante as múltiplas versões que há sempre na literatura envolvendo os mitos) gerações, cego, conhecedor dos dois sexos e conseguindo prever o futuro e auxiliar quem o consultava.
sexta-feira, dezembro 31, 2010
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