Sou contra a censura. Há coisas que abomino na televisão hodierna e que não via há quinze anos, por exemplo. E há coisas que pela sua profundidade, como o programa conversas vadias, que nunca mais voltei a encontrar na televisão.
Outro dia, vi o cinco para a meia-noite e fiquei chocado por fazerem sete ou oito piadas sobre a morte do Michael Jackson. Acho que se fosse familiar ou fã dele que ficaria revoltado. O disco Bad agora chamar-se-ia Dead, «não sei se é uma boa ou má notícia a morte do MJ» [MAS O QUE É ISTO?], com tantas plásticas nem há caixão que lhe valha. Ainda neste programa, vi brincarem com o cancro no pâncreas de António Feio. Num outro programa que passa vídeos cómicos, qualquer coisa como «isto só vídeo», passaram alguém que ia morrendo sufocado. Mas como se alimenta uma perversão destas que é rir-mo-nos de alguém a morrer?
É uma degradação da liberdade de expressão.
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
3 comentários:
Nem tenho palavras...
Morpheu
A isso chama-se humor negro. E já devias saber que todos nós temos esta faceta sádica de fazer piadas com as desgraças... diria até um comportamento maníaco.
A questão é que até nos rimos. E estas piadas existem exactamente, para não vivermos eternamente na dor. O humor não faz mal a ninguem, muito pelo contrário. Quando eu morrer espero que façam piadas acerca da minha morte! Pode ser que ainda me ria no caixao!
há uma diferença entre o que se diz no espaço público (leia-se media) e o que se diz cá fora.
Enviar um comentário