sexta-feira, julho 03, 2009

É quase consensual que há uma crise de valores. As pessoas já não acreditam nos políticos. Os partidos parece que já nem apresentam soluções. Falta imaginação. A realidade é que num mundo globalizado, a partir do momento em que as políticas são feitas de forma global, há menos espaço para a imaginação.

A minha proposta: a defesa dos direitos humanos. Quais? Basta pegar na carta de 1948. Se conseguirmos garantir tudo o que nela está escrito, nada mais é preciso. Todos os homens têm de ter a base: casa, cuidados de saúde, alimentação, vestuário. Não é difícil garantir o mínimo a todos. E a liberdade de opinião, de clube de futebol, de credo, de orientação sexual, não custa nada. A carta de 1948, eis os valores a que nos devemos agarrar e erigir como uma referência global.

E, claro está, os direitos humanos não são tudo, porque não englobam os seres sencientes, isto é todos os seres capazes de experienciar prazer e todos (não são todos os animais). A ciência já sabe que alguns garantidamente sentem (um porco e um cavalo sentem sofrimento psicológico e não apenas físico). Os que garantidamente não sentem, podem ser excluídos da lista. Os que ainda não se sabe que sentem, terão de ter o benefício da dúvida e verem-lhe ser reconhecidos direitos.

(em 3000, veremos se não tenho razão)

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