quinta-feira, junho 04, 2009

Se ambos virmos o mesmo filme lado a lado, ambos formaremos filmes diferentes na cabeça. Nunca vemos o mesmo, porque o olhar contamina o real. O observador nunca é absolutamente imparcial. Impoluto.

(Os budistas falam a este propósito da vacuidade de todos os fenómenos, da inexistência de uma realidade última e intrínseca.)

Por isso é que nunca ninguém nos vê da mesma forma que outro. Por isso é que precisamos de outras pessoas.

Outro dia alguém me dizia que eu valorizava uma característica nela que a fazia gostar mais de si, que a fazia reparar nessa característica e vê-la como uma parte bonita de si - e que nem mesmo os amigos de longa data a «viam» nela.

Angel-mesmo-alguém-que-te-conhece-há-milhões-de-anos-pode-não-«ver»-o-que-alguém-recém-conhecido-vê-num-segundo-porque-cada-pessoa-é-um-universo

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