Roberto Saviano e Salman Rushdie são escritores condenados a morrer por usarem a liberdade de expressão. Não é de espantar. Mais de metade do mundo não tem eleições livres.
Roberto Saviano não vive. Prolonga os seus dias numa agonia terrível. Não pode ir a lado nenhum, vive escondido, sem ninguém a não ser os guarda-costas. Não pode comer nem beber sem 1001 inspecções prévias. Acorda de noite sobressaltado, noite após noite após noite. Diz que os amigos o abandonaram porque têm medo de morrer aquando da visita. Graças a ele, sabemos hoje mais sobre a Máfia e as autoridades competentes podem - se o quiserem - combatê-la a partir da inside information de Saviano. Devemos-lhe o tributo de pagar com a sua liberdade, provavelmente com a sua vida a sua contribuição para o desmantelamento da Máfia.
Rusdhie tem denunciado os extremismos de uma parte do mundo islão. Desde a publicação dos Versículos Satânicos que viveu em 57 casas e os amigos dizem que ficou paranóico. A sua produção literária diminuiu consideravelmente porque «eu vivo no Inferno», explicou, em que uma torneira a pingar é uma metralhadora e uma porta a bater com o vento o chegar do seu assassino.
Devemos muito a pessoas como estas, infamemente ignoradas (não-vá-eu-também-levar-um-balázio).
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário