Paulo Portas afirma em entrevista que, por trás das divergências políticas, há simpatia entre os deputados dos diferentes quadrantes. Encontram-se no fumatório, diz, no qual todos se dão bem.
Elogia outros dirigentes partidários, mas diz mal de Louçã. Alguém a quem não consegue ver qualidades além da inteligência (a qualidade mais sobreestimada de todos, como alguém disse). Trata-se de alguém que «julga permanentemente os outros, como se a virtude lhe tivesse caído ao colo».
Infelizmente, a maior parte das pessoas de esquerda que conheço eram incapazes de concordar com uma afirmação da direita a dizer mal da esquerda.
Mas Portas tem razão.
Já entrevistei Louçã, já o vi em inúmeras conferências, já falámos por nos encontrarmos fortuitamente no metro.
Está sempre a julgar o Outro. É mais inteligente do que todos e mais ético do que todos. Todos os polícias são maus, todos os banqueiros facínoras.
É das pessoas intelectualmente mais arrogantes com quem estive em tête-a-tête.
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