No filme, um homem agarrava-se à corda e outros tentavam salvá-lo puxando-o. Um outro agarrava-se ao seu pé. Só conseguia ser salvo se primeiro o que segurava a corda fosse salvo. A corda subia, mas a certa altura ia cedendo... Dos homens que içavam a corda, a certa altura ouve-se:
- Ou te libertas do que tens à perna, ou morres. Ou morrem os dois ou só morres tu.
Ele desembaraça-se com pontapés do outro que implora:
- Não me deixes morrer!
Reflexões:
a) Há situações-limite que nos permitem conhecer facetas nossas que não imaginamos (nem vale a pena especular como seria);
b) É apenas racionalidade dizer que entre morrerem duas ou uma, mais vale morrer uma. Continua a ser racionalidade matar uma para salvar a outra. Buda, num dos seus sermões, diz que não se deve matar, mas alerta para o problema da rigidez das regras: se um condutor de um barco que leva 500 pessoas quiser afogá-las todas, justifica-se matá-lo, e não sacrificar 499 pessoas.
C) Esperança é, como alguém escreveu, ter o filho morto nos braços e continuar a chamar por ele.
sábado, junho 27, 2009
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