quinta-feira, junho 18, 2009
Fernando Dacosta escreve no seu mais recente (brilhante) livro Os Mal-Amados: «Vi políticos famosos entregarem nos jornais entrevistas a si – fabricadas por si; autores de nomeada apresentarem recensões de críticos estrangeiros – inexistentes; jovens cançonetistas e actores horizontalizarem-se por uma notícia, uma foto […] O estar do lado de dentro das redacções fez com que me tornasse bastante irónico a esses vedetismos: conheço demasiado bem as costuras da popularidade […] sei, de há muito, que as pessoas de valor não se encontram nas ribaltas, que os inovadores se situam foram dos marketings, dos tops, dos projectores.»
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