Adoro formar sons que não querem dizer nada. Um conhecido meu criou a palavra Nulazh e andava eufórico a falar com os amigos:
- Já viram isto? Nu-láaaaaa-zhhhh. É a melhor coisa que já foi inventada? - dizia rindo-se.
Entretanto, em tudo o que podia deixar a assinatura Nulazh, foi espalhando o lastro: o nick do msn, o mail, pseudónimo...
Tenho uma amiga que sempre que sai à noite com as duas irmãs, honra um pacto: sempre que uma delas é abordada por um homem que a quer conhecer, quando chega a altura de lhes perguntarem a uma das três qual o seu nome, elas dizem:
- Zurenz...
- Como?
- Zurenz...
- O quê?
- Zurenz.
Contou-me essa minha amiga:
- Angel, combinámos que é esse o nome que uma de nós as três diz quando nos perguntam na noite. Demorámos a pensar qual o nome que diríamos e Zurenz é o nome que, no meio da confusão de sons da discoteca, menos perceptível é e ao mesmo tempo mais leva a pessoa a pedir para repetir. É perfeito, porque à noite, não parece que estamos a gozar e por outro lado por mais que o gritemos, parece que ninguém o retém. Parece que por mais alto que digas nunca forma um som. Houve um que me perguntou sete vezes! Tive de repetir sete vezes até que ele foi perguntar às minhas irmãs e elas continuavam: «Zurenz.»
quinta-feira, maio 14, 2009
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