Dois amigos meus foram trabalhar um dia para uma cidade do interior (ambos trabalham com alguma itinerância). Nesse dia, encontraram-se no centro comercial da terra.
Até aqui tudo normal.
Sucede que ambos falaram comigo.
Um (aqui vou ter de usar o rótulo: um beto) disse:
- Eh pá, sabes quem é que eu encontrei lá em cima?
- Quem?
- O Francisco. Eh pá, fiquei espantado com o gajo.
- Então?
- Eh pá, o gajo dá a entender que é chefe e que trabalha numa cena bué específica que só ele sabe fazer. Eh pá, o gajo é trolha! Ele tava com fato de trolha e com um colega mêmo todo homem das obras. Até as coisas que ele tinha na mão, tipo uma enxada ou assim... Todo sujo. Trolha autêntico. Não contes isto a ninguém.
Até aqui tudo normal.
O mais engraçado é que depois encontro o outro (óptima pessoa, mas um pouco mentiroso) que me diz:
- Bem, Angel, vou-te contar uma cena. Isto fica entre nós. Eh pá, vi o João agora quando tive no norte. De rir... Que necessidade é que ele tem dizer que é director comercial, eh pá o gajo é o gajo que vais às lojas entregas camisas. Até ficou meio envergonhado quando me viu, de cabide na mão.
quinta-feira, maio 28, 2009
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
1 comentário:
sem querer fazer juizos de valor deixa-me dizer-te que esse teu "beto" deve ser só fachada. O verdadeiro beto (se é que isso existe) não diz "pá" (é feio), muito menos o repete tantas vezes, nem utiliza o gajo (a não ser quando muito irritado e a querer dizer um palavrão), diz as palavras inteiras, pelo que "mêmo" não sairia da boca dele e também não utiliza o "tipo" que não está lá a fazer nada e o "bué" já não usa desde os 15 anos!
Para se por um rótulo tem que se saber os ingredientes do conteudo, não é só usar sapatos de vela e camisas de marca.
beijinhos
A Verdadeira "Beta"
Enviar um comentário