O Granja passava-nos revistas, livros proibidos, indicava-nos títulos, filmes, espalhava sorrisos e - porque não dizê-lo? - ternura. Ternura, isso mesmo. Não havia, não há outro homem como ele. Até na ausência de ressentimento para com aqueles que o haviam torturado, o Vasco Granja era diferente.
A certa altura, percebi que ele não se sentia bem no emprego. Falei, então com António Ramos (saúde, velho António!), editor da Bertrand, "um príncipe da Renascença", como era designado pelo Urbano Tavares Rodrigues, e cuja elegância moral e intelectual era lendária. Logo, o Ramos contratou o Granja para a Bertrand, empresa na qual desempenhou um papel ímpar no conhecimento e na divulgação de grandes nomes da Banda Desenhada.
Baptista-Bastos
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