sábado, maio 23, 2009

A marca inconfundível

O importante quando escreves ou quando fazes aquilo que gostas ou quando simplesmente exerces a tua personalidade, o importante é seres tu. Deixares a tua assinatura única e irrepetível. Mais ninguém pode deixar o teu poema. Só tu.

Se pensares que tens de agradar a toda a gente, se pensares que toda a gente terá de gostar da tua Obra - ficarás paralisado a vida inteira. Tens de aprender que nada nem ninguém é consensual. Pela positiva ou negativa. O Fritzl tem inúmeras fãs que lhe escrevem cartas de amor.

Mas quando és tu, mesmo quem não gosta de ti, respeita-te e secretamente admira que-tu-sejas-tu-próprio-em-qualquer-situação. Ser forte é justamente seres capaz de continuar a dizer a tua voz por mais adverso que seja o teu ambiente circundante.

Hemingway (cuja obra não admiro) disse que para seres um escritor, só tinhas de falar verdade sobre aquilo que dizias e que quando eras verdadeiro para contigo no acto de escrita, que então as vozes dos críticos te ralavam tanto como o daquele homem que montou a sua casa na neve e ouvia ao longe os uivos ferozes dos lobos selvagens instalado no calor e conforto do seu lar.

Se fores verdadeiro para com a tua verdade, já estás a ser absolutamente original. Porque mais ninguém teve, tem ou terá a tua voz. Procura-a.

Angel

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