Explicou durante quinze minutos o diálogo que estabelecera com uma criança de sete anos que não conhecia e com quem falara por acaso através do arame farpado que circundava a escola. Ele passeava pela cidade e algo na criança despertara a sua atenção. Contou pormenorizadamente o diálogo espantoso que travou com a criança através das grades.
Discutiram a guerra, a política de intervenção norte-americana, o estado do mundo.
- Mas como é que alguém aos sete anos...? - interrogavam-se os interlocutores.
- Eu vi logo que ela era diferente e, por isso, é que parei e entabulei a conversação.
E prosseguiu os diálogos só possíveis no mundo dos adultos.
No final disse:
- Tudo isto se passou em linguagem não-verbal. Nós não trocámos uma palavra.
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