quinta-feira, maio 21, 2009

É delicioso ouvir alguém apaixonado falar do objecto da sua paixão.

- Tu viste aquilo?!

[o aquilo é o gesto mais banal ou o lugar-comum mais comum]

Borges diz que Deus vê-nos a cada um de nós como o ser apaixonado pelo objecto da paixão. A diferença do apaixonado para Deus é só uma questão de número. O sentimento é idêntico. E não deixa de ser sempre UM - sempre uma experiência unitária.

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