Baptista-Bastos escreve que o melhor jornalismo que se faz em Portugal é regional. Afirma também que os prémios literários são predeterminados e que se instituem para premiar alguém que se sabe antecipadamente quem é o que servirá de trocar para esse escritor premiado depois fazer outro favor ao júri (que muitas vezes é escritor).
João Pedro George demonstrou com nomes de prémios, nomes de júris e premiados como funcionam os «amiguismos» em Portugal. No ano passado, o António foi júri e o José o escritor laureado. Hoje, José é júri e o António o escritor premiado. Quem se der ao trabalho de ler os seus livros, verá como 2+2 são 4.
O editor da Letra Livre dizia-me outro dia que se um escritor é publicado pela Oficina do Livro ou a D. Quixote é porque o seu livro é mau.
- Ter uma chancela de uma grande editora hoje em dia é garantia de que o livro é uma merda. Há tanta celebridade que nunca leu um livro a escrever que não há espaço para surgirem novos autores.
E onde ficam - pergunto - esses livros de qualidade atirados para a gaveta?
Eu conheço pessoas que escrevem lindamente e que nunca até hoje conseguiram publicar uma linha.
Não é só no jornalismo e na Literatura que isto acontece. O teatro, por exemplo. O melhor teatro que vejo (e vejo muito) é amador.
Há qualquer coisa aqui profundamente errada.
Imaginem o que eram Crime e Castigo, O Grande Gatsby, 1984, Em Busca do Tempo Perdido nunca terem sido publicados? A humanidade estaria mais pobre.
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