Alguém me mostrou um parágrafo de prosa poética com um néctar sublime.
- Quem é o autor? - perguntei, intrigado, pensando em vários clássicos que poderiam ter escrito aquela passagem.
Para minha supresa:
- É de uma amiga minha. Ela não se identifica.
Interrogo-me se há artistas com obras-primas que só escrevem para eles. Acho - mas isto se calhar é uma fé confortável - ninguém a partir de determinado patamar de qualidade escreve só para a gaveta.
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5 comentários:
Não concordo, tal como existem pessoas que escrevem menos bem e não só mostram aos outros, como são até publicados.
Existirão com certeza muitas pessoas que escrevem bastante bem e guardam na gaveta.
Vejo como o exercicio da escrita como uma necessidade quase fisica e a vejo como uma necessidade de mostrar aos outros...
Essa poderá ser a perpectiva errada.
No meu caso seria, uma vez que para mim ler, é quase uma necessidade, um vicio,
não seria para meu prazer, mas para enumerar para os outros o número de titulos lidos, ou citar passagens de livros para impressionar terceiros...
Não concordo, tal como existem pessoas que escrevem menos bem e não só mostram aos outros, como são até publicados.
Existirão com certeza muitas pessoas que escrevem bastante bem e guardam na gaveta.
Vejo como o exercicio da escrita como uma necessidade quase fisica e a vejo como uma necessidade de mostrar aos outros...
Essa poderá ser a perpectiva errada.
No meu caso seria, uma vez que para mim ler, é quase uma necessidade, um vicio,
não seria para meu prazer, mas para enumerar para os outros o número de titulos lidos, ou citar passagens de livros para impressionar terceiros...
concordo contigo. deixo apenas outra perspectiva: o que é demasiado bom na Literatura, não pertence ao autor, pertence ao mundo. Quando fizeram uma peça de Almeida Garrett, este foi ver os ensaios e indignou-se:
«Não façam assim! Não era isso que o livro quer dizer!»
«Cale-se» - gritou-lhe o encenador. «O livro é tanto seu como de qualquer pessoa do mundo.»
... ou talvez seja apenas o meu medo de haver obras-primas que jazem gavetas. Medo combatido por uma fé contrária.
diria que me custa a acreditar que haja beatles escondidos em garagens a tocarem só para eles.
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