segunda-feira, dezembro 26, 2005

Os conservadores são pessoas estúpidas

Numa situação em que tive de requer um documento a uma empresa, passaram-me um papel que não correspondia ao que pretendia e cujo formato que me apresentavam violava a própria lei. Como nunca consigo estar calado, reivindiquei o que se exigia que o documento cabalmente apresentasse.
- Dr. Angel, mas nesta empresa fez-se sempre assim...
- Isso não é um argumento de uma pessoa inteligente. Se se fez sempre assim, fez-se sempre... MAL!
O administrador foi chamado e corrigiu na exacta medida das minhas pretensões o documento. Sei que desde então o documento daquela empresa sai como eu o reivindiquei.
É incrível, absolutamente incrível a estupidez o argumento, por excelência, do conservador: “ Foi sempre assim”. Se temos cérebro, não será para questionar as coisas? Ou deveremos deixá-lo hibernar assimilando acriticamente tudo... Tudo o que nos dizem os professores, os pais, os mais velhos... Eu penso que então foi um desperdício dotar a raça humana de cérebro.
É por isso que não entendo como na actual geração de jovens, há pessoas que ainda discriminam em função da raça ou da orientação sexual, como tratam de forma diferenciada homens e mulheres, como condenam idotamente o uso de tatuagens ou pirciengs. Se eu quiser pintar o cabelo de verde, 99% dos jovens – mesmo dos auto-proclamados mais liberais - vão achar que enloqueci. PORQUÊ?
Eu, na parte que me toca, procuro educar os meus pais nesta matéria. Com sucesso.

Feliz Natal. PAZ, AMOR E ALEGRIA...

Angel-mad

domingo, dezembro 11, 2005

O casal-modelo

São um casal na casa dos 50. Proporcionam grande festas no seu lar, são bonacheirões, gostam de uma boa conversa, uma boa gargalhada, uma boa comida.
Peço desculpa se o título da crónica induziu o(a) leitor(a) a imaginar que falaria do bekcam e da spice ou de dois jovens belíssimos, famosos e ricos, que nesta sociedade de fachada constituem um casal-modelo.
Trago para este blog o modelo que preconizo numa relação amorosa. Ao contrário dos outros casais, estes entendem que não vivem numa prisão. Ele e ela gostam de viajar. E fazem-no regularmente. Mas como os seus destinos não coincidem forçosamente, viajam a maior parte das vezes separados. Ela com o seu grupo de amigas, ele com o seu grupo de amigos. No seu quotidiano, também não têm rituais com carácter de obrigatoriedade.
Quando jantam os dois é certo e seguro que é porque naquele dia ambos querem compartilhar a refeição um com o outro. Quano vão ao cinema ou ao teatro, actividades que ambos, enquanto amantes da vida gostam de usufruir, idem, idem... A idade não passa por eles e eles não entendem porque se o corpo lhes permite não hão-de fazer coisas que se convencionou que só os jovens deveriam fazer como ir a um bar ou discoteca, por exemplo...
Pormenor dos pormenores, numa visita-guiada a casa deles, interpelei o filho quando me disse:
- Este é o quarto dos meus pais...
- Este? – perguntei, apontando para as camas.
- Sim, os meus pais dormem em camas separadas...

Ache-se o que se achar, o desgaste deles é menor que na esmagadora maior parte das relações e ambos são pessoas – que eu posso garantir com toda a certeza – que são, a coisa mais importante que alguém pode ser: felizes.

Anjo-polvinhando-oiro-pelo-mundo