sábado, janeiro 08, 2005

O Culto do corpo

Nunca como hoje, o corpo, a beleza física ou exterior, o sexo foram fenómenos tão marcantes da paisagem urbana. Por todo o lado, proliferam os mupis com corpos desenhados a compasso e esquadro, com expressões corporais a incitar explicita e deseperadamente ao sexo, frases alusivas ao tamanho da pila, ou das mamas, filmes que só procuram suscitar a curiosidade pelo sexo, sexo, sexo…
Outro sintoma interessante é a crescente frequência de ginásios, que deu origem a uma recente doença, a vigorexia, que afecta essencialmente os homens, clinicamente diagnosticada como a compulsão pela frequência de ginásios, pela visualização do corpo no espelho e pela ida à balança a ver se se aumenta de peso (desejo que reflecte que se “encheu”). Cerca de 18% dos homens que vão a ginásios já sofre deste patologia que vai aumentando, aumentando…E cada vez menos os ginásios são um sítio onde se vai para contribuir orgânica e saudavelmente, de acordo com o “Mente sã em corpo são” que herdamos da sabedoria da Grécia Antiga.
As mulheres, por seu turno, são cada vez mais um objecto modelável, metamorfoseado pela cirurgia plástica. Ele é silicone nas mamas (que é uma merda para o tacto!!!), no rabo, limpoaspiração, liftings, entre outras coisas…
E claro, há cada vez mais a paranóia dos acessórios que estimulem o sexo, do qual o mais hodierno são os fios dentais.
Uma sociedade que cultiva a forma em detrimento do conteúdo, a embalagem em vez do presente, isto porque, sendo fenómenos antitéticos, ao reforçar-se um, atrofia-se inequivocamente o outro, uma sociedade que apresenta cada vez mais o culto do efémero, do superficial, do imediatamente dissipável, ao invés daquilo que nos elevam da condição humana… não poderá, desculpem o pessimismo latente, não poderá, concluía eu, ir longe…

Angel-boy-has-a-t-shirt

domingo, janeiro 02, 2005

Como levar uma rapariga até à cama

Na sociedade machista que temos, que infelizmente temos, e não é por sermos homens que não o devemos admitir porque homem que é homem com H Grande deve elevar os princípios acima dos seus interesses, uma mulher que foda com muitos é uma puta, e um homem um garanhão. Então… esta vergonha social que recai sobre as mulheres faz que muitas se retraiam para o acto…

Para uma mulher, a foda tem de ser algo especial, não gratuito, imbuído de um qualquer significado…

Das duas uma. Ou conseguimos levar a mulher até a um grau de excitação em que ela não consiga agir de acordo com os seus princípios, ou então, atribuímos à foda que lhe queremos dar, um qualquer significado estético, transcendental, amoroso, ideológico, eventualmente ecológico-ambiental… Tenho um amigo que me contou ter-se feito passar por brasileiro para foder uma portuguesa, conferindo à foda entre ambos um reforço da lusofonia. “Vamos levar a solidariedade entre os nossos povos irmãos à sua expressão máxima” (SIC). Teve sucesso…

No primeiro dos casos, é importante é (e qualquer homem experiente concordará neste ponto) tentar insistentemente fodê-la. Se ela se deixar paulatinamente beijar e acariciar, acabará (ao fim de meia-hora, de uma hora, de duas horas, de três horas…), acabará por, inevitável e humidificadamente, sucumbir à foda… “Põe o pau, mas não o introduzas, roça só na minha vagina” quererá, garantidamente, dizer “FODE-ME”.

Na hipótese da atribuição do significado, é importante roçar o pau nela e dizer “Eu nunca tive uma erecção com uma mulher sem que ela me tocasse” (isto fá-la-á sentir especial) ou “Tens a certeza que queres mesmo?” (quando já tiverem a foda quase no papo, dito preferencialmente com ar tímido). É, contudo, próprio de um carácter nobre não alimentar sentimentos estáveis e duradouros em troca de uma foda pontual. Quer isto dizer: não digam que amam quem não amam só para a foder!

Tentem que o caralho não faça de vocês uns pulhas!

Angel-experienced-boy