sexta-feira, dezembro 17, 2004

A uma mulher que não existe

Porque todas as outras são competitivas mas tu não…
Porque todas as outras dizem mal das amigas…
Porque todas as outras passam horas intermináveis nas montras
Porque todas as outras gastam energia a alindar os pratos da cozinha…
Porque todas as outras fazem do corpo um templo…
Porque todas as outras vacilam e por isso se entregam submissas…
Porque todas as outras gostam dos pintas e dos bad boys…
Porque todas as outras querem ter um lar, uma carreira, filhos…
Mas tu não!

Porque todas as outras têm uma costela de puta
Onde tu tens o principio de uma asa branca imaculada
Porque todas as outras se perfumam
Enquanto tu me extasias com esse subtil secreto aroma só teu…
Porque todas as outras querem saber o que faço
Quem são os meus pais onde moro que carro tenho
Quantas mulheres estão interessadas em mim
(E se são boas…)
Mas tu não!

Porque todas as outras procuram amar o que têm
Quando tu procuras lutar para ter o que amas!

Angel-Lovely-Boy

quinta-feira, dezembro 09, 2004

1 ANO DE VIDA

Faz exactamente um ano que numa bela tarde magiar, o Sr João pôs em prática uma ideia que vinha a matutar há algum tempo - criar um blog com o intuito de exteriorizar as inúmeras teorias comportamentais e sociais dos habitantes deste nosso lindo país à beira-mar plantado. No dia 9 de Dezembro de 2003 foi criada a Tasca do Sr João. De início, a concepção e manutenção do blog eram da inteira responsabilidade do Sr João, mas em boa hora começou a colaboração de Angel Boy, que contribuiu com inúmeros textos de qualidade. Posteriormente, e sinal que o blog é democrático e está vivo, contámos ainda com a colaboração em 3 textos de amigos como Mr X e Naughty Girl...estamos sempre receptivos às vossas opiniões. Recuando um ano, lembro-me que proliferavam os blogs à imagem do consagrado "O Meu Pipi" - estávamos assim em plena época Pipiana na blogosfera nacional. Contudo, a tasca decidiu trilhar um caminho diferente: teorizar sobre comportamentos humanos (principalmente das gajasss), incentivando à reflexão sobre temas que fogem à generalidade do politicamente correcto. Os autores também acharam que para um texto ter interesse, não seria necessário usar linguagem ordinária (embora mandemos uma caralhada quando necessário), fugindo assim à armadilha fácil de colagem ao estilo d' O Meu Pipi.

Muito obrigado a todos por manterem a Tasca do Sr João aberta por tanto tempo!

Sr João
Apito Azulado - Há um ano estava tudo aqui

No dia 9 de Dezembro de 2003, foi colocada na Tasca, uma estória dum autor anónimo que pede a divulgação do que acredita ser a verdade, e que agora se reveste duma actualidade incrível...anos depois desta investigação.

"A MAFIA

As primeiras reuniões do Sistema realizaram-se ainda nos anos 70 e quando o Papa era seccionista do andebol do F.S.P., na confeitaria "Petúlia" no Porto. Aí­ se começou a "cozinhar" o Sistema. Ronaldo Bigodes possui vários bares de alterne, onde se encontram com regularidade pessoas ligadas ao futebol, e onde eles enchem os bolsos da seguinte maneira: o presidente do clube A quer subir de divisão. Paga por exemplo 30 mil contos ao sistema, que por sua vez gasta 10 mil contos em árbitros e guarda 20 mil. Sexo e dinheiro compram tudo e todos, incluindo árbitros, polí­ticos, dirigentes,etc. Outro truque era levarem os árbitros às casas de meninas, filmarem tudo e depois chantagearem-nos. Outro exemplo: o árbitro X tem algumas dificuldades monetárias, por exemplo para pagar uma letra, o Sistema empresta dinheiro. E depois exige-o de volta. Como o árbitro não pode pagar de imediato, torna-se escravo do Sistema. Resultado: vergonhosas arbitragens.

O PAPA CHEGA A ROMA

Por intermédio do treinador Pedrotini, os jogadores fizeram greve e se não houvesse eleições, não jogariam. Realizaram-se eleições. Nas sessões de esclarecimento aos sócios do presidente da altura, o nosso "amigo" Ronaldo Bigodes arranjava uns capangas, para armarem confusão e as sessões nunca chegavam ao fim. Isto e a greve dos jogadores veio dar força ao Papa que ganhou as eleições. Os jogadores pararam logo a greve e foi assim que o MAFIOSO chegou ao poder (com dinheiro do dono da Petulia, IP), que mais tarde se mostrou desgostoso, pois tinham-lhe prometido a vice-presidência, e depois nada. S anos mais tarde chegou a dirigente do clube. Já agora, o Papa gosta de pensar em si proprio como o Al Capone portugues.

O SISTEMA

O sistema não é o F.S.P. clube. São as pessoas que lá estão. Os sócios sem se aperceberem estão a alimentar uma máquina de fazer dinheiro. Mas o dinheiro que entra no clube é muito pouco, pois grande parte é para o Sistema. Também há tráfico de droga. O autocarro do F.S.P. foi revistado na portagem dos Carvalhos há uns anos atrás e passados meses foi preso Manano(antigo jogador), que foi bode expiatório a troco de dinheiro. Com certeza já ouviram falar de Lucia Onofre. Este e outros empresários portugueses e estrangeiros trabalham com o clube e alguns deles estiveram envolvidos no escandâlo de corrupção dum grande clube francês que desceu de divisão há anos atras. Eles trabalham assim...

COMO VENDER JOGADORES MISERAVEIS

Compra-se um jogador médio, barato, ele faz uns jogos pelo F.S.P. e depois é vendido a um clube estrangeiro amigo por uma fortuna. Nesse clube amigo eles têm um treinador(normalmente um ex-treinador do F.S.P.) que trabalha com a MAFIA ou um empresário de jogadores. Eles convencem esse clube a comprar o tal jogador do F.S.P. por milhares de contos e normalmente é assim que o bolo é dividido:

Sistema(MAFIA)-50%
F.S.P.-30%
treinador ou o empresário-20%

Exemplo:Foram buscar o George Plastico (um jogadorzeco dos anos 80) bem barato, fez meia dúzia de jogos pelo F.S.P. e depois foi vendido por um balúrdio ao M. Race de Paris. Quem era o treinador do M? O treinador que anos mais tarde viria a ajudar ao enterro do maior clube rival do F.S.P. O bolo foi dividido assim:

Treinador coveiro dos encarnados - 20%
Sistema-50%
F.S.P.-30%

Ficaram todos a ganhar e contentes menos os franceses. E as vendas de vários outros jogadores fizeram-se através de empresários amigos que inflaccionaram o valor e o preço dos jogadores do F.S.P.: Hermeson(Inglaterra), Dolyva(Italia), Dolmyingus(Espanha), Rui Barrote(França), Folhado(Belgica), Latopie(Espanha), Milacarsqui (Espanha), etc, a lista é interminável.
Lembram-se daquele guarda-redes frangueiro Cralli? O F.S.P. tinha que se despachar dele. Quem foi o pato? Um clube holandês treinado por um antigo treinador do F.S.P.

NEVES

Muitos jornalistas tentaram denunciar e expôr a MAFIA do futebol. Mas foram ameaçados e espancados pelos capangas do F.S.P. (cujo nome oficial é Corpo de Seguranca Privado). Neves foi um corajoso jornalista. Escreveu o livro "Golpe de Estádio" onde de forma romanceada ele conta a historia da MAFIA com nomes falsos. Antigo jornalista do Norte Desportivo e Gazeta dos Desportos, já o espancaram várias vezes, para ele se calar. Colaborou com a SIC nos Donos da Bola. O livro teve algum sucesso há 10 anos, mas agora está esquecido.
O Ronaldo Bigodes passou as casas de prostitutas para nome de outra pessoa porque dava muito nas vistas, visto que o Granada, o Calor da Noite, Diamante Negro, entre outros ,que eram os mais frequentados na altura, era onde se faziam algumas transacções de droga. O próprio Ronaldo Bigodes foi apanhado em frente à alfandega do F.S.P. num mercedes cheio de droga, mas muita gente "comeu" às custas disso e nunca se soube nada, atá um jornalista do "Publik" recebeu uma "prenda" do Ronaldo Bigodes quando o próprio descobriu a história. Em relação ao guardião Abal, ele nao foi traí­do, mas sim "aconselhado", e ficou bem na vida...só que ele é um grande putanheiro que estoirou tudo no jogo e nas putas, e que agora tem umas tipas a render para ele.
Em relação à Olivaldesports, quando o clube Encarnado quebrou o contracto, depois do J. V. Azedo se tornar presidente, o G. Aguia, o Papa, o editor do jornal "O Joga", A. Olival ( o ex-treinador do F.S.P.), seu filho e outros, reuniram-se na sala de reuniões do jornal, para tomar medidas no "sistema" para o rival do sul sofrer represálias intimidatórias, tanto a ní­vel de imprensa como a ní­vel federativo (Liga incluída). Obviamente que esta reunião foi "off-the-record". E muito mais. As mais banais eram as notí­cias fabricadas ou as inflamadas. Porque para o responsável financeiro do jornal, "o clube lisboeta é que vende". Mandaram um sócio do F.S.P. pagar a um cunhado para dizer que o jornal o tinha subornado para dizer mal do F.S.P . Este caso ate passou nos 3 canais de TV. "

Autor anonimo

Acredite quem quiser...

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Traições II
Porque será que há tantas traições hoje em dia?


Em primeiro lugar, uma observação sobre a diferente natureza das traições masculina e feminina.
Normalmente, os homens traem carnalmente, o típico “esvaziar o colhão” e as mulheres por afecto. As mulheres quando traem, tendencialmente, ou o fazem amando o namorado, no intuito de sorver o carinho e amor que os seus namorados frios não lhes dão, ou então, porque não gostam dos seus namorados, e vão experimentar outro, e depois muitas vezes esse vem a ser o namorado vindouro. Têm é de ter sempre um namorado… São inúmeras as estórias de mulheres que começaram com os actuais namorados no final de um ex (palavra horrível, porque diminutivo de excluído).

Passemos às causas.

Em primeiro lugar, a sociedade de hoje caracteriza-se pela efemeridade. Tudo hoje é transitório. Já não há emprego, há trabalhos, as novas tecnologias, em particular a net, põem-nos à mercê de milhares de informações que são consumidas rapidamente e a seguir deitadas fora; o marketing faz-nos gostar de coisas diferentes todas as semanas; o zapping tem cada vez mais canais por onde saltitar… A transitoriedade nas relações afectivas com o recrudescimento dos divórcios, separações, casamentos cada vez mais curtos, tem-se acentuado e irá continuar a acentuar-se.

Em segundo lugar, ao contrário do que nos querem impingir, a monogamia é tudo menos natural. A monogamia é mesmo a mais bem conseguida mentira socialmente imposta.

No início da história da humanidade, existia a poligamia e a poliandria (uma mulher ter homens, «poligamia feminina») e os próprios pais tinham relações com os filhos e os irmãos com as irmãs. A fase das relações sexuais entre familiares directos não perdurou por uma questão de selecção natural, pela constatação de que muitos dos filhos de relações pais/filhas ou irmãos/irmãs apresentavam deficiências (por regra, mentais); permanecendo, contudo, a poligamia e poliandria por milhares de anos.
A monogamia só adveio quando as sociedades se tornaram sedentárias, surgiu a propriedade privada e a família aparecia como o garante da perpetuação da riqueza que passou a ser transmitida geracionalmente.
O termo família vem do famulus da Roma Antiga que significa a hierarquia onde pontificava o macho patriarca, acima da mulher e muito acima dos escravos… Uma origem muito pouco simpática, diga-se…

Em terceiro lugar, os homens e mulheres parece que chegam a casa cada vez mais cansados e sem paciência, seja para inovar sexualmente, para ouvir o parceiro, para compreender em vez de julgar, para fazer algo que quebre a rotinas do egoísmo a dois centrado nos mesmos rituais nos mesmos lugares com as mesmas pessoas.
Não há ninguém sem capacidade de surpreender os seus parceiros a que nível for e quem não adora uma boa surpresa?


Todo o efeito precede de uma causa…

(também aqui)

Angel-Boy-cold-heart