quinta-feira, novembro 18, 2004

Atitudes femininas

A assídua leitora do blog, Naughty Girl, dá-nos a conhecer a visão feminina da realidade...

De certo, muitos já se interrogaram sobre algumas atitudes femininas, daí a tão famosa expressão que diz que não há quem consiga entender as mulheres. Por vezes é difícil entender, mas é preciso estar muito atento, porque todas essas atitudes que não percebem, estão a enviar-vos sinais: muito subtis e incompreensíveis para os homens....perfeitamente explícitos segundo as mulheres (por isso, é que os homens são de Marte e as mulheres de Vénus). Quando as mulheres estão caladas...o que significa isso? pois bem há duas grandes hipóteses para o silêncio delas: ou estão a detestar a vossa companhia e por isso, não lhes ocorre nada para dizer, pois não querem abrir a boca para comentários menos abonatórios...ou então ( e sorriam porque está é a hipótese boa) o silêncio delas significa que não são precisas palavras para comunicarem, ou seja, o entendimento é tão perfeito, a química é tão grande que se comunica por linguagem corporal. Quando quiseres distinguir estes tipos de silêncio estejam atentos aos olhos e sorriso da pessoa que está convosco, pois estes são o espelho da alma...Quando as mulheres dizem não, mas por dentro estão a dizer sim....esta é talvez uma das atitudes femininas mais recorrentes. Mais uma vez se questionam "mas como identificar isso?". É tudo uma questão de comunicação corporal, sejam observadores (bastante) e assim, será fácil identificar um pseudo-não. Pensem que as mulheres fazem constantemente estes jogos do sim-não/não-sim para testar os homens. É importante ver a reacção deles para que elas possam decidir se é merecedor delas ou não. É importante sentir que se domina a relação, o jogo da sedução...Por isso, lembrem-se a voz pode mentir, mas o olhar não...olhem mais nos olhos e verão que aí se encontra a resposta para todas as dúvidas que possam surgir.

Naughty Girl

segunda-feira, novembro 15, 2004

TRAIÇÕES I – Quem trai mais?

Hoje em dia, no campo afectivo-sexual há sondagens sobre (praticamente) tudo. Quantos vezes os casais fazem amor por mês, qual a percentagem de pessoas do sexo masculino e feminino que se masturba, qual a zona erógena, qual a fantasia preferida, qual a percentagem de homo, bi e hetero, and so on…
Ainda não encontrei uma sondagem sobre a percentagem de traições nas relações, especialmente desagregadas por sexo. Talvez que os investigadores achem que dada a forte pressão social exercida sobre as mulheres, tal estudo não valeria a pena, pois a vergonha das mesmas deturparia os números.
Como não existem estudos científicos sobre a matéria, a única coisa que cada um pode fazer nesta matéria é falar com base na sua amostra adquirida através da sua experiência pessoal.
A minha amostra abrange essencialmente a faixa etária dos 20-30 anos.
Com base nas conversas que tive com amigos e conhecidos do sexo masculino, para 80% já traíram e 20%-25% (menos que um em quatro e mais que um em cinco) já tiveram affairs com raparigas que namoravam.
Com base nas conversas/interrogatórios com o sexo feminino, a quem eu despudoradamente tudo pergunto, constatei que 55% das mulheres já traíram.
Atenção: Quando aqui falam em trair quer dizer que pelo menos uma vez já traíram um namorado (a).
Como para a maioria dos homens a traição é lamentavelmente um motivo de orgulho e para as mulheres de opróbrio, descontei os casos em que não acreditei dos homens, tirando-lhe uns 10% dos 80%, ficamos com 70% que traíram.
Utilizando o mesmo critério para as mulheres, desconfio que pelo menos 10% me tenham omitido (e estou a ser muito amigo das mulheres neste número) de 55% passamos a 65%.
Uma conversa há uns dois anos com uma amiga mudou-me a maneira de ver as coisas.
Ela dizia ter traído todos os namorados excepto um e que era normal nas mulheres isso acontecer. Eu falei-lhe dos meus números. Ela disse que eu era ingénuo…
Passei ao interrogatório. Falámos de quatro amigas dela que eu bem conhecia e que, duas delas, quase juraria, tão angelicais e devotas aos namorados aparentavam ser, que não traíam.
As quatro traíam, ela disse-me. E na actualidade. Fiquei atónito.
Passei a perceber que mesmo tendo confiança com alguém do sexo feminino, esse alguém preferirá sempre confidenciar as traições as mulheres.
Voltando à nossa contagem… teremos de somar este fenómeno de mulher-conta-traição-a-outra-mulher (lá volto eu a ser amigo das mulheres…) mais 10% (pelo menos!).
Ora, fazendo as contas… homens 70%, mulheres 75%.

(to be continued…)

Angel-lovely-boy
"Toda a mulher tem uma costela de puta."

Sr. André, livreiro

quarta-feira, novembro 10, 2004

Enamorar

Nova colaboração de Mr. X:

“Enamorar, v. tr. apaixonar; encantar; cativar.”

Recentemente ouvi no noticiário um padre que celebrava o seu nonagésimo aniversário a responder a uma pequena jornalista quando confrontado com a questão da sua opção pelo celibato no início da sua carreira espiritual e de uma vida sem paixões “dessa água ninguém se livra de beber”. Decorridos 90 anos já muita ciência empírica adquiriu e estudou seguramente. Já muitas histórias no seu confessionário escutou. Houve um século diante dos seus olhos.

É um fenómeno natural. E como qual qualquer fenómeno natural não o controlamos. E se o controlamos é só até um determinado ponto. Ponto de ruptura onde se avalia o grau de enamoramento da pessoa enamorada por outra. Se o grau for baixo a ruptura tende para o desaparecimento desse sentimento, caso contrário, o céu é o limite. Embora com o passar do tempo este grau de sentimento tenha tendência a baixar, é arriscado avançar que o horizonte temporal influencia o nível de enamoramento quando se lê as seguintes palavras: “ tira-me a luz dos teus olhos: continuarei a ver-te. Tapa-me os ouvidos: continuarei a ouvir-te. E embora sem pés caminharei para ti. E já sem boca poderei ainda convocar-te. Arranca-me os braços: continuarei abraçando-te. Arranca-me o coração: ficará o cérebro. E se o cérebro me incendiares também por fim, hei-de então levar-te no meu sangue…”. Ela, casada, respondeu passados 15 anos “ Em nós não eram duas metades que se buscavam: era a totalidade surpreendida a reconhecer-se, como um calafrio, numa incrível unidade…”. Confirmando assim que também foi apanhada de surpresa, Ela que em nova escrevera no seu diário “Sou para sempre fiel ás recordações; nunca o serei aos homens”. Ele ainda a viu uma ultima vez “Compreendi quando te voltei a encontrar de manha, que eras a sempre nova, a sempre jovem e o fim eterno, e que havia para mim uma realização que englobava todas as outras: ir para ti…”. Anos depois Ele faleceu, e só mais tarde, muito mais tarde, Ela se rendeu enviando-lhe um recado para o céu “Não me era possível ignorar que por detrás do poeta coroado pelo destino, havia ainda Alguém - Alguém que, por nascimento, tu foste até ao fim!”.
Ele chamava-se Rainer Maria Rilke, Ela chamava-se Lou Andreas-Salomé.

Mr. X