quarta-feira, setembro 29, 2004

Dicionário do blog IV: Metrosexual

Metrossexual = Indíviduo que pode perfeitamente ser heterossexual, mas que tem uma sensibilidade feminina especial para as coisas, gosta de conversas de mulheres, ( o que explica que normalmente tenha bastantes amizades no sexo feminino), como arranjos florais, cortes de cabelo e decoração da casa, gosta de contemplar jardins, o por do sol e o mar, assumindo tais predilecções abertamente, leva muito tempo a arranjar-se antes de sair de casa e ocasionalmente põe um colar, uma fita, uma pulseira. A tendência do futuro?

terça-feira, setembro 28, 2004

Dicionário do Blog III: Vaca

Vaca = Mulher/rapariga que come muitos gajos porque simples e naturalmente gosta de comer gajos. Se fosse muito feia, não seria vaca porque não teria homens suficientes, e teria de se masturbar com cabos de vassoura e vibradores XXL. Faz gato sapato dos homens por uma questão de libido. Honesta, ao contrário da cabra. Freud diria que procura nos homens o pai ausente.

sábado, setembro 25, 2004

"Não chores porque acabou, sorri porque aconteceu..."

Sábio português

Dicionário do blog II: Macho Latino

Macho latino = Espécie que se crê em vias de extinção. Acha que um homem quanto mais foder, mais garanhão é, e uma mulher mais puta... Gosta de carros, de ginásios, liga mais ao exterior da mulher que ao interior, diz que não escreve cartas de amor (mas tem uma escondida na gaveta do quarto cheia de erros e I love yous), gosta de ostentar as suas traições perante os amigos (“a gaja faz bons broches e engole”, “a gaja só tem um fiozinho em cima da cona”, “foi um botãozinho de rosa maravilha”), de referir-se à namorada/companheira como a “patroa” não sabe apreciar se um homem é bonito... Basicamente, o que este espécime faz é pegar numa das ideias socialmente mais (estupidamente) aceites – que um homem quer-se viril comendo muitas gajas – e dizer: “Eu nesse aspecto sou o máximo”. Corajoso e viril seria se dissesse ser o máximo em algo que a maioria das pessoas da sociedade não valorizasse. Freud diria que era um homossexual reprimido como o General Fitts do ´Beleza Americana´.

quarta-feira, setembro 22, 2004

Dicionário do blog I: Cabra

Cabra = Mulher/rapariga que gosta de provocar nos homens um sentimento de desejo inconsequente. É fácil de identificar quando ela desembrulha o rebuçado do papel, sorrir convidativamente, aproximar o rebuçado da nossa boca e no preciso instante em que abrimos a boca... tira-nos o rebuçado e ri-se! Vive feliz com a sua contabilidade de gajos que poderia ter fodido se quisesse. Faz gato sapato dos homens por uma questão de ego. Freud diria que foi magoada por alguém que gostou muito.

quinta-feira, setembro 16, 2004

Porque são as mulheres mais competitivas que os homens?

É absolutamente consensual que as mulheres são, entre elas, comparando com os homens, entre eles, tendencialmente (muito) mais competitivas... A quem tenha um pingo de dúvida sobre tal axioma, que observe, por si próprio, três coisas:

a) Nas discotecas, as mulheres olham avidamente todos os pormenores da indumentária e do corpo das suas rivais, olhando mormente para os homens que estão acompanhados das mais belas mulheres, não necessariamente os mais atraentes para elas, como se os homens tivessem um preço de mercado ditado pelas suas empresas concorrentes (as outras mulheres, suas rivais);

b) Seria interessante uma sondagem nas empresas a todas as mulheres: “Prefere trabalhar com homens ou mulheres”. 99,9999999999999999% diriam Homens;

c) A todas as mulheres que dizem ter uma melhor amiga, perguntem-se a si próprias se gostavam que ela tivesse mais sucesso, mais homens e fosse mais apreciada que vocês. E pensem também a quantidade de vezes que já disseram mal da melhor amiga, começando amavelmente por dizerem “Eu gosto muito da Teresa, mas ...”

Mas porque é que as mulheres são assim?

É uma longa, longa, longa, longa estória... Desde o Paleolítico em que os homens iam caçar, pescar, buscar mantimentos e agasalho para o agregado familiar, ficando a mulher naquilo que hoje definiríamos como a casa, a cuidar da prole...

Durante milhares e milhares de anos, a subjugação da mulher e o seu enquadramento no lar como o seu habitat natural foi um quadro que infelizmente não mudou assim tanto, sendo preciso chegar ao século XX, para a mulher começar a lutar pela sua emancipação no mercado de trabalho, isto é, pela sua emancipação económica...

Digo “lutar por”, porque ainda dentro do mundo ocidental (se formos para a larga fatia do mundo que é o mundo islâmico, então a coisa ainda está no século XVI) existe muita desigualdade no mercado de trabalho penalizante para a mulher, sendo invulgar ver uma mulher administradora de empresa ou com elevado cargo político...

De qualquer das formas, houve uma clara emancipação económica da mulher no século XX, que abriu as portas a um conjunto de outras emancipações, mormente numa emancipação sexual, que não obstante perdurar ainda o terrível estigma da mulher que fode muito ser puta e o homem garanhão; mesmo assim hoje a mulher, por exemplo, já não tem (felizmente!) de ir virgem para o casamento...

Atente-se nessa mudança positiva para a mulher... ela trouxe-lhe novos privilégios que o homem já possuia há milhares de anos, acarretou um conjunto de direitos recém-adquiridos, conferindo-lhe um novo estatuto, uma aura de nova importância...

Aquilo que nos homens eles não dão valor, por já o possuirem desde o tempo das cavernas, nunca tendo sequer (isto é importante) de lutar por isso, nas mulheres é sentido como algo valioso, com o valor que damos algo que passamos a ter depois de luta e esforço...

Assim se explica por exemplo que, como os homens desde sempre exerceram o domínio das coisas, talvez que no início eles tenham pelejado entre eles, mas como o passar de milhares de anos e com a manutenção dos status quo que eles viam que não lhe fugia, até se puderam dar ao luxo de entres eles vir a estabelecer laços de solidariedade... Nas mulheres não... a entrada no mercado de trabalho para certas posições é algo novo... daí que elas tenham de arranhar e puxar o cabelo umas das outras para manter algo que nunca tiveram, algo absolutamente novo na História da Humanidade...

Assim como um novo-rico liga mais aos bens materiais que um rico de linhagem, que adquiriu perante eles uma postura de relaxe e naturalidade, precisando o novo-rico de os ostentar para competir socialmente com os outros; ainda vão demorar geraçõe e gerações para a mulher se sentir uma rica de linhagem, uma fidalga, eliminando todos os resquícios de cabra e puta...